O Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 corre o sério risco de não ser realizado em 2020. E o mesmo deve ocorrer com o GP dos Estados Unidos. O motivo: o fato de os dois países serem os que demonstram ter a pandemia do coronavírus mais descontrolada em seus respectivos territórios.

A notícia, que até então era mera especulação, passou a ser uma questão real nesta sexta-feira (3) por conta de uma declaração de Toto Wolff, CEO da Mercedes-AMG Petronas F1, atual hexacampeã dos mundiais de pilotos e construtores. A frase foi proferida no paddock do circuito de Spielberg, na Áustria, onde a F1 está iniciando a temporada neste final de semana.

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"Baseado em minhas conversas com Chase Carey (CEO da Fórmula 1), ele não quer fechar nenhuma porta, mas não parece que iremos para lá. Eles são muito diligentes e não iriam lá se fosse um risco para o nosso povo", afirmou Wolff, em entrevista à rede de TV britânica BBC.

Foto: Reprodução / Site (gpbrasil.com.br)

No calendário original, o GP americano estava marcado para 25 de outubro, enquanto o brasileiro seria em 15 de novembro. No entanto, desde o início da pandemia em meados de março que paralisou as atividades esportivas praticamente no mundo inteiro, o calendário da F1 foi completamente modificado.

No momento, apenas as oito primeiras provas estão confirmadas, sendo que todas elas serão disputadas no continente europeu ("rodadas duplas" na Áustria e na Inglaterra, além de corridas na Hungria, Espanha, Bélgica e Itália). A ideia da F1 tem sido minimizar ao máximo o deslocamento de todo o "circo" e ir apenas a países que demonstrem ter o Covid-19 sob controle. Com esse pensamento, é provável que o México, por exemplo, também deixe o calendário de 2020.

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Atualmente, Estados Unidos e Brasil lideram as listas de casos confirmados e mortos em decorrência do coronavírus em todo o mundo. E com folga. De acordo com a universidade americana Johns Hopkins, já são mais de 2,7 milhões de casos nos EUA e quase 1,5 milhão no Brasil. Com relação às mortes, os EUA já passaram de 128,7 mil, enquanto o Brasil está prestes a ultrapassar a marca de 62 mil.


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