A menos de duas semanas do início da temporada 2020, a Fórmula 1 anunciou, nesta terça-feira (3), o primeiro acordo de patrocínio com um site de apostas da história da categoria. O aporte regional para o mercado asiático foi fechado com a 188Bet, que ficou conhecido no Brasil no ano passado após assinar uma "parceria digital" com o Atlético Mineiro.

O contrato foi intermediado pela Interregional Sports Group (ISG), agência de mídia e marketing com sede em Londres que possui os direitos globais de comercialização com empresas de apostas na Fórmula 1 desde 2018. O acordo valerá por cinco temporadas, ou seja, até o final de 2024, e, segundo a imprensa britânica, gira em torno de US$ 100 milhões.

Pelo contrato, a marca da 188Bet será exibida exclusivamente nas transmissões de Fórmula 1 em todo o mercado asiático graças à publicidade virtual nos circuitos da categoria que é gerenciada pela ISG. Além disso, o site de apostas ainda terá direito a visibilidade e ativações nas plataformas sociais e digitais da categoria mais importante do automobilismo mundial.

Por último, o acordo também prevê que a 188Bet tenha a propriedade exclusiva do aplicativo F1 Play para o mercado asiático de apostas esportivas e receba dados oficiais das apostas na Fórmula 1 fornecidas pela empresa de dados Sportradar.

Foto: Reprodução / Site (188spesial.com)

"O acordo com a 188Bet faz parte de um plano comercial maior que vem sendo implementado pela Liberty Media (atual dona da Fórmula 1) para transformar a F1 em um produto mais atraente para os fãs já existentes e também para os novos. Essa parceria abrirá inúmeras oportunidades de apostas em corrida, incluindo voltas mais rápidas, pit stops mais rápidos e número de ultrapassagens, sem contar o potencial de criar probabilidades e mercados em torno de dados biométricos de telemetria e de pilotos", afirmou Ross Brawn, atual diretor esportivo da categoria, em entrevista ao site britânico SportsPro Media.

Com o tempo, a ideia da F1 é utilizar diversos dados que a tecnologia já é capaz de medir para colocar nas transmissões das corridas. Além disso, usar também o que for possível para colocar no mercado de apostas e, assim, aumentar o engajamento das pessoas e o faturamento da categoria.

"Gostaríamos muito de transmitir os dados biográficos, a frequência cardíaca do piloto quando está em uma disputa de posição com outro piloto. No momento, é algo com que os próprios pilotos se sentem sensíveis e não querem transmissão, e entendo isso. Mas esse é o tipo de informação que estamos negociando com as equipes, porque estamos muito interessados ​​em envolver mais os fãs com o esporte, não apenas da perspectiva das apostas mas da perspectiva geral. Há uma enorme quantidade de dados na F1: desgaste de pneus, temperatura dos freios, temperatura do motor, todo tipo de coisas que podem ser significativas para a corrida. Esse é o tipo de informação que queremos usar para adicionar uma dimensão extra à transmissão", finalizou Ross Brawn.


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