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Esporte nacional se antecipa à política e para por Covid-19

por Redação - São Paulo (SP)
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Apesar de ainda não haver uma recomendação formal do Ministério da Saúde, o esporte brasileiro se antecipou e, por conta própria, deve entrar em estado de quarentena pelo menos pelas próximas duas semanas para evitar maior contágio com a pandemia do coronavírus. As Superligas de Vôlei Masculino e Feminino foram as primeiras competições nacionais a anunciarem a paralisação por 15 dias, seguida do Novo Basquete Brasil (NBB), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Federação Mineira de Futebol (FMF). Nesta segunda-feira (16), diversas outras competições devem parar as suas atividades.

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"A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) tem como único e exclusivo objetivo preservar a integridade de todos os envolvidos nas partidas oficiais da entidade", disse a instituição que organiza as competições de vôlei em solo nacional ao anunciar que a Superliga seria suspensa.

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Na última sexta-feira (13), treinadores e jogadores reclamaram publicamente da decisão prévia de atuar com portões fechados nesta semana, como havia sido proposto inicialmente. No sábado (14), a Superliga foi a primeira grande entidade nacional a anunciar a suspensão prévia de duas semanas das atividades. O anúncio gerou um efeito cascata em outras modalidades, como o NBB e, no fim da tarde de domingo (15), a CBF, que anunciou a suspensão das competições nacionais de futebol, entre elas a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, por tempo indeterminado.

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Foto: Reprodução / Site (cbf.com.br)

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Nesta segunda-feira (16), as federações de futebol do Rio de Janeiro e de São Paulo também devem anunciar as suspensões dos campeonatos. No final de semana, as partidas disputadas nas capitais dos dois estados já tiveram portões fechados.

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A decisão de paralisar o esporte vai contra até o que têm pregado políticos populistas. Na sexta-feira (13), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse que não havia problema no fato do futebol seguir com portões fechados. "Não tem aglomeração (de público). O contato é só entre os jogadores, aí o risco é deles", declarou, gerando revolta entre os atletas.

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No sábado (14), os jogadores do Grêmio entraram em campo usando máscaras para protestar contra o fato de terem de jogar pelo Campeonato Gaúcho. E, no domingo (15), em entrevista ao canal CNN, o presidente da República, Jair Bolsonaro, chegou a sugerir que o futebol continue a ser jogado para "entreter" o torcedor.

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Depois do que aconteceu no final de semana, o esporte deu uma "banana" para o populismo de governantes e, por conta própria, seguiu o que todo o restante do mundo tem feito, que é evitar o contato entre as pessoas para reduzir o risco de contágio e, assim, poder estancar de forma mais rápida a pandemia do coronavírus.

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