O tênis corre o risco de ser um dos esportes mais afetados pela pandemia do coronavírus. Em entrevista ao jornal argentino La Nación, o brasileiro Bruno Soares, que faz parte da comissão de atletas da modalidade, disse que há um receio de que seja inviável jogar torneios pelo mundo enquanto não houver uma cura para a doença.

Até o momento, tanto a ATP (circuito masculino) como a WTA (circuito feminino) estão com os calendários suspensos até 7 de junho, com toda a temporada de saibro cancelada (a única exceção é Roland Garros, que foi remarcado para setembro/outubro). No entanto, já há indícios de que o torneio de Wimbledon e toda a temporada de grama também serão cancelados.

ADENDO: No início da tarde desta quarta-feira (1º), o All England Lawn Tennis Club cancelou oficialmente o torneio de Wimbledon em 2020, enquanto a ATP e a WTA cancelaram a temporada de grama como um todo, o que deixa o circuito paralisado pelo menos até 13 de julho. LEIA MAIS.

Já o US Open, marcado para ser disputado entre o final de agosto e o início de setembro, permanece inalterado. No entanto, o complexo de Flushing Meadows, onde é disputado o torneio, virará hospital de campanha para ajudar no combate ao coronavírus. Até quando é que ninguém sabe.

Foto: Reprodução

"Como tenistas, temos um grande problema: é um esporte totalmente globalizado. Em outras palavras, os campeonatos de futebol na Argentina, no Brasil, ou a NBA, por exemplo, podem retornar se esses países controlarem o vírus. Mas isso não acontece no tênis", afirmou o tenista especializado em duplas.  

Soares disse ainda que os atletas estudam criar um fundo de solidariedade para auxiliar financeiramente os tenistas que estão nas posições mais baixas do ranking. As discussões sobre o assunto estão acontecendo em um grupo de WhatsApp no qual está incluído, por exemplo, o atual número 1 do mundo e presidente do conselho de jogadores, o sérvio Novak Djokovic.

"Há uma preocupação muito grande com quem está entre os 150, 300 ou 500 no ranking, que não tem como ganhar dinheiro agora. Temos um grupo com os membros do conselho. Estão todos comprometidos. Eu me sinto responsável porque represento os duplistas, e tem muita gente numa condição difícil, sem ganhar dinheiro", finalizou Bruno na entrevista.


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