O escândalo de manipulação de medicamentos dopantes que suspendeu o treinador Alberto Salazar, contratado pela Nike para liderar o projeto Oregon, respingou em Mark Parker, CEO da multinacional. Em comunicado, Parker anunciou que deixará o cargo após 13 anos e passará a ocupar uma cadeira no conselho executivo da fabricante americana.

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Apesar de não relacionar sua saída ao escândalo, Parker viu o projeto Oregon ser abortado pela Nike após a revelação de trocas de e-mails entre ele e Salazar sobre testes com medicamentos dopantes feitos em atletas dentro do projeto.

Mark Parker e John Donahoe (Foto: Reprodução)

O executivo não resistiu ao segundo escândalo sucessivo que atravessou à frente da Nike em pouco tempo. No final de 2018, atletas que ficaram grávidas acusaram a marca de abandonar seus contratos. A empresa reviu a política de patrocínio a grávidas depois desse caso vir à tona.

Funcionário da empresa desde 1979, Parker foi responsável pela grande escalada da Nike como líder do mercado esportivo na última década. Era dele a meta de fazer a empresa faturar US$ 50 bilhões no ano de 2020. Em 2006, quando assumiu o comando da Nike, a empresa faturava cerca de US$ 15 bilhões ao ano. Em 2018, já estava perto dos US$ 40 bilhões.

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A saída de Parker marca o fim de uma era na companhia. Em seu lugar entrará John Donahoe, que era membro do conselho do PayPal e fazia parte do conselho da própria Nike. Segundo o antigo CEO, a entrada de Donahoe ajudará a companhia rumo à transformação digital.


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