Neymar já acumula uma série de patrocínios. Somente neste ano, o jogador foi apresentado pela Volkswagen, fez desfile pela Lupo, virou embaixador de rede social, além das ações com o Santos. Nesta semana, mais uma empresa se juntou ao grupo: a Heliar. E, para a fabricante de baterias, o número de patrocínios ao jogador é uma vantagem na parceria.

Em entrevista à Máquina do Esporte, o gerente de marketing da Heliar, José Ranieri, explicou a importância das outras marcas no suporte dado a Neymar. “As marcas que o patrocinam são marcas líderes, e, com o jogador, a Heliar se mostra uma marca líder também”, explicou o executivo.

Ranieri também elogiou o atendimento dado até o momento pelo jogador em sua cúpula. Por parte de Neymar, a empresa exaltou o fato de o atleta ter dito que "havia uma bateria nele", no evento de apresentação. O atendimento dado pelo Santos e pela 9ine, agência que cuida da imagem do jogador, foram elogiadas pelo atendimento dado à empresa.

Se a associação aos patrocínios feitos ao jogador já agrega a Heliar, o objetivo principal foi a ligação ao atleta mais badalado do futebol brasileiro neste momento, que demonstra "dinamismo e energia". “O Neymar é um fenômeno. Imediatamente, ele já gerou mídia e se mostrou maduro e preparado”, afirmou Ranieri.

Leia a entrevista na íntegra:

Máquina do Esporte: Como surgiu a ideia de patrocinar o Neymar?

José Ranieri: Nós escolhemos o Neymar porque os atributos deles se alinham aos atributos da Heliar. Somos a maior fabricante de bateria do mundo e do Brasil, mas a empresa se focava no trabalho de trade marketing e quis dar um passo maior. Avaliamos algumas possibilidades, mas a agência Repense fez uma proposta com o Neymar, que ligava a marca ao dinamismo e energia do jogador. A escolha foi feita após nós passarmos o briefing para as agências.

ME: Em termos de marketing, o Neymar surpreende?

JR: O Neymar é um fenômeno. Imediatamente, ele já gerou mídia e se mostrou maduro e preparado. Até o filho dele ajudou, porque com essa situação ele publicamente se mostrou amadurecido. E ele passa a ideia de energia. No evento, ele disse que já sentia que tinha uma bateria dentro dele. Isso foi fantástico.

ME: E como a imagem do jogador será usada?

JR: O plano de mídia com ele é completo. Faremos campanhas no online e no offline com ele, em todas as fases. Usaremos também a imagem do Neymar nos pontos de venda.

ME: Com Neymar, o foco deixa de ser o trade marketing e passa a ser o consumidor final?

JR: Não deixaremos de trabalhar com o trade marketing, mas achamos que o consumidor final não tenha o conhecimento do tamanho e da qualidade da Heliar. Queremos nos tornar mais conhecidos para esse consumidor final também.

ME: O Neymar conta com mais dez patrocínios. Esse excesso de marcas influi de alguma maneira sobre uma marca individualmente?

JR: Nós pensamos sobre isso e consideramos um fato positivo. As marcas que o patrocinam são marcas líderes, e, com o jogador, a Heliar se mostra uma marca líder também. Para nós, com o Neymar agora só existe uma bateria, a Heliar. Além disso, fomos muito bem atendido pelo jogador e pela equipe, tanto pela 9ine, com o Fábio (Kadow, gerente de atletas), quanto pelo Santos, com o Duda (Musa, gestor de carreiras).

ME: Além do Neymar, vocês investem no esporte com o Fredison Costa e com o São Bento. Como funcionam esses patrocínios?

JR: Trabalhamos com o Fred há três anos, investimos nele e continuaremos investindo. Mas o patrocínio ao Neymar está desvinculado ao patrocínio a ele. O Neymar é muito maior, tem um apelo muito grande. Será ele que irá mostrar qual é a melhor bateria do mercado porque os atributos da marca serão ligados a ele. Quando ao São Bento, nós colocamos a marca no uniforme deles pensando mais em um trabalho local, com comunidades de Sorocaba.

ME: Marcas ligadas a carros costumam investir no automobilismo, caso da concorrente Moura com o Fittipaldi. Por que sair dessa linha?

JR: Não houve um pensamento de sair, mas a proposta tinha um maior impacto. Nós estaremos na mídia com o Neymar. O futebol abrange mais e, com o futebol, nós estaremos em um universo novo. Isso deverá ser mais intenso ainda nos próximos anos. Até 2014, quando a Copa do Mundo for realizada no Brasil, o futebol terá toda a atenção dos brasileiros.


Entrevista