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Coronavírus Covid-19 cria rombo no mercado esportivo

por Duda Lopes - São Paulo (SP)
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A segunda-feira (9) foi marcada pela queda das principais bolsas de valores do mundo, no pior cenário desde a crise de 2008. O responsável foi o coronavírus Covid-19 e a derrubada no preço do petróleo. Nas últimas semanas, a indústria esportiva não tem conseguido se distanciar da apreensão do mercado e, com sucessivos eventos cancelados, encarará um rombo financeiro em 2020.

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Na noite de domingo (8), foi anunciado que o BNP Paribas Open, o Masters 1000 de Indian Wells, não acontecerá neste ano. Considerado o maior torneio de tênis fora dos Grand Slams, a ausência do evento representará um duro golpe para a economia californiana. Em 2017, um estudo da George Washington University avaliou o impacto do evento para o Coachella Valley em US$ 406 milhões, quase R$ 2 bilhões a considerar a última cotação do dólar, em R$ 4,72. Somente em premiação, a disputa distribuiria US$ 8,3 milhões aos tenistas participantes da competição.

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Na Fórmula 1, também há uma clara amostra do tamanho do buraco que o Covid-19 tem provocado no esporte. Com ações na Nasdaq, a categoria da Liberty Media tem sofrido uma sequência de queda desde o dia 12 de fevereiro, quando foi anunciado o adiamento do Grande Prêmio da China. À época, a ação da empresa era vendida a US$ 47. Nesta segunda-feira (9), esse valor ficou abaixo dos US$ 30.

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Há duas semanas, a revista Forbes avaliou que as medidas adotadas para conter a contaminação do Covid-19 podem custar US$ 85 milhões ao faturamento da Fórmula 1 neste ano. No último fim de semana, foi anunciado que o Grande Prêmio do Bahrein não terá a presença de público nas arquibancadas, o que dá ainda mais força à expectativa de perdas. Tíquetes e hospitalidade gerariam mais de US$ 5 milhões.

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Coronavírus Covid-19 cria rombo no mercado esportivo
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Foto: Reprodução / Twitter (@juventusfc)

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No futebol, o impacto do coronavírus poderá ser visto nesta semana. Três partidas da Champions League acontecerão com os portões fechados, sem a presença de torcedores. Na Itália, o país foi colocado em quarentena até pelo menos o dia 3 de abril. A considerar o mais rico time do país, a Juventus, a situação pode representar um retrocesso nas contas. Desde que estreou sua nova arena, a equipe dobrou o faturamento com o chamado "matchday". Segundo a consultoria Deloitte, foram € 65,6 milhões de arrecadação na temporada anterior.

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Nos últimos dias, também foram cancelados o Grand Slam de Judô de Ekaterimburgo, na Rússia, uma série de maratonas, além do adiamento de jogos de futebol na Ásia. E a coisa ainda pode piorar. Ao menos os Jogos Olímpicos, por ora, estão assegurados para o meio do ano.

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