O Corinthians anunciou na última semana o 11° acordo de patrocínio para a temporada, com a seguradora Hapvida. No sábado (4), o time alvinegro foi a campo com o Vasco com dez marcas diferentes no uniforme. 

Em meio a uma série de reclamações contra a poluição visual na camisa por parte dos torcedores nas redes sociais, o clube usa a lógica financeira para justificar a estratégia. Se, no ano passado, a receita de patrocínios caiu de R$ 78 milhões para R$ 43 milhões, a tendência é que 2019 termine com essa receita dobrada.

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Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

"Conseguimos valores significativos com os patrocínios. Pelo menos a receita não está caindo como foi no ano passado", justificou Caio Campos, gerente de marketing corintiano, em entrevista exclusiva à Máquina do Esporte.

O executivo, que também esteve à frente do marketing do clube na época em que houve o boom de patrocínios provocados pela chegada de Ronaldo, fez questão de diferenciar o momento vivido há cerca de uma década. 

"Não tem nada a ver o que estamos fazendo agora com o que fizemos na época do Ronaldo. Cada época é diferente. Hoje, temos muitos produtos dos patrocinadores que são vinculados à marca do Corinthians. Nós somos sócios deles. E eu preciso dar exposição a eles", afirmou o executivo, citando a parceria com o BMG. 

"A receita com o banco pode vir a ser muito boa. Vamos lançar em breve uma campanha muito focada na participação do torcedor. Será muito bom", completou.

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Para o torcedor, é melhor se acostumar com a camisa lotada de marcas. Todos os acordos são válidos, pelo menos, até 2020. O único que tem duração até dezembro deste ano é justamente o que não tem exposição de marca, com a Orthopride.


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