Jogar contra a Itália não só destacou o Fluminense, em termos de mídia, como o fez embolsar R$ 304 mil. O clube acordou com a federação italiana (FIGC, na sigla em italiano) que ficaria com 30% da receita líquida. A entidade levou R$ 711 mil do lucro do amistoso. A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) cobrou uma taxa de R$ 127 mil, e a Fifa, R$ 25 mil. Não foi cobrado aluguel pelo uso do estádio, de propriedade municipal.

Os R$ 304 mil lucrados pelo Fluminense com a partida só não foram maiores do que os R$ 305 mil que o clube teve de receita líquida quando jogou com o Flamengo, no Maracanã, na 4ª rodada do Campeonato Brasileiro Chevrolet. De resto, todos os jogos renderam metade ou menos disso. Por outro ângulo, os R$ 304 mil não estão muito distantes dos R$ 338 mil que o Fluminense teve de receita líquida durante todo o Estadual do Rio de Janeiro de 2014.

O amistoso com a seleção italiana, na verdade, foi um ponto fora da curva nas bilheterias do time tricolor nesta temporada. O Fluminense tem cobrado de R$ 10 a R$ 30 por ingresso, com uma mentalidade de preços mais baixos para ter mais público e, consequentemente, atrair e reter sócios. Contra a Itália, o tíquete médio foi de R$ 77,66. Isso explica por que, com 17 mil pessoas no estádio, o clube teve receitas bruta e líquida maiores do que o Maracanã tem dado.

Outro ponto fora do habitual foi o público e a ocupação do Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Em 2013, com jogos de Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo no Brasileiro e na Copa Sadia do Brasil, o estádio municipal teve uma média de público de 2,5 mil pessoas, equivalentes a 13% da capacidade. No amistoso com a Itália, o percentual foi de 84%. Sinal de que, quando o futebol é bom, até Volta Redonda pode ser lucrativa para o futebol carioca.


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