Os clubes brasileiros estão cada vez mais focados e preparados para produzir conteúdo para além do esporte praticado nos gramados. O período de quarentena imposto para minimizar a disseminação do Covid-19, sem partidas ao vivo, deixou ainda mais clara a necessidade desse investimento, quando o relacionamento com o torcedor e a entrega aos patrocinadores dependeram desse caminho.

LEIA MAIS: Análise: Esporte não enxerga o valor de sua mídia

Na edição do Máquina do Esporte Debate desta quinta-feira (25), o diretor de patrocínios do Flamengo, João Márcio Coelho Jr, e o coordenador de marketing do Santos, Fabrício Toth, contaram como as duas equipes têm se movimentado em um período de baixa no mercado esportivo e o quanto o setor de comunicação tem se tornado relevante para a atração e a manutenção de patrocinadores.

O Flamengo, por exemplo, foi de brincadeiras simples nas redes sociais a uma live em parceria com a Brahma. A constância de conteúdo levou parceiros comerciais a fazerem ativações. Além da marca de cerveja, a MRV e a Sportsbet.io abraçaram produções on-line com a marca da equipe carioca. O site de apostas chegou até a fazer uma brincadeira com uma disputa de bicicleta ergométrica, em ação que contou com os jogadores William Arão, Bruno Henrique e Everton Ribeiro.

Foto: Reprodução / Twitter (@Flamengo)

Fabrício Toth, do Santos, explicou como esse movimento tem se tornado cada vez mais profissionalizado dentro do clube. "Tentamos nos aproximar ao máximo dos parceiros para funcionar para eles de duas formas: além do veículo de mídia que faz a exposição da marca, sermos uma agência. Podemos não ter braço para produzir até o fim, mas na questão de atendimento, planejamento e mídia, nós trabalhamos como uma agência de publicidade", comentou o executivo.

A intensa produção de conteúdo, no entanto, ainda enfrenta alguns entraves. O primeiro está nas próprias estruturas dos clubes que, apesar dos avanços de profissionais da área do marketing e da comunicação nos últimos anos, nem sempre conseguem dar conta de toda a demanda. A segunda questão está nos próprios patrocinadores, que também nem sempre contam com a dedicação necessária, financeira e pessoal para usar todas as ativações que são possíveis de serem realizadas.

"A gente tenta mostrar o quanto que uma estrutura mais forte pode levar mais valor ao patrocinador e, consequentemente, fazer com que ele renove o contrato. Mas nem sempre a gente consegue os investimentos necessários para isso", finalizou o executivo do Flamengo, João Márcio Coelho Jr.


Notícia Patrocínio ativação marketing conteúdo Flamengo Santos Debate Máquina do Esporte gestão mercado