A Conmebol divulgou, nesta quinta-feira (2), uma receita recorde em sua história: a entidade faturou US$ 509 milhões no ano de 2019. Com isso, a Confederação Sul-Americana também anunciou a criação de um fundo de até US$ 65 milhões para auxiliar os times que disputam suas competições.

Esse fundo será usado para os clubes anteciparem parte da receita que teriam direito pela disputa das Copas Libertadores e Sul-Americana. A verba a ser retirada poderá ser de até 60% do que o clube teria direito de receber na competição. Além disso, a própria entidade criou um fundo de emergência de US$ 27 milhões.

Paraguaio Alejandro Domínguez é o atual presidente da Conmebol (Foto: Reprodução)

"Com a casa em ordem, podemos enfrentar estas circunstâncias excepcionais com tranquilidade e com a capacidade de resposta necessária, tanto no lado financeiro quanto no institucional. A situação é crítica e não devemos subestimá-la. Por enquanto, é uma batalha que devemos jogar em casa, ficando dentro dela para frear o avanço do vírus", declarou Alejandro Domínguez, presidente da entidade.

De acordo com o dirigente, a receita histórica da Conmebol se deu por dois motivos. O primeiro foi a realização da Copa América no Brasil, que teve, segundo a Conmebol, "a maior arrecadação de sua história". O torneio vencido pela seleção brasileira teve quatro patrocinadores e uma grande receita em bilheteria. O outro motivo é o novo modelo de comercialização da Libertadores e da Sul-Americana.

A receita recorde da Conmebol fez também saltar a arrecadação dos clubes. Segundo a entidade, US$ 451 milhões (93% de toda a receita) do que foi ganho no ano passado foram reinvestidos nas 28 competições organizadas por ela. Só na Libertadores foram dados US$ 162 milhões em premiação para as equipes.


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