A pandemia do coronavírus vai ensinar às entidades esportivas que é preciso entregar muito mais do que exposição de marca aos patrocinadores. A constatação foi feita por Ricardo Fort, head global de patrocínios da Coca-Cola, em conversa com Erich Beting e Gheorge Rodriguez no sétimo episódio de "Os Maquinistas", o podcast da Máquina do Esporte.

O episódio, que está no ar desde as 7h desta quarta-feira (6), em diversos agregadores de podcasts existentes (veja a lista aqui), traz a visão de Fort sobre patrocínio esportivo, moldada em um histórico de mais de um século de ações da Coca-Cola.

Foto: Divulgação / Máquina do Esporte

"As marcas geralmente enxergam a conta do patrocínio esportivo pelo valor que ele tem. Nós olhamos qual o valor que ele tem e o quanto vamos precisar aumentar de vendas para aquele negócio valer a pena", afirmou Fort, durante a entrevista.

Segundo o executivo, essa mudança de mentalidade precisa nortear ainda mais os negócios no Brasil. Atualmente, a Coca-Cola conta com mais de 2 mil patrocínios ao redor do mundo, entre esporte e entretenimento. O Brasil, há 20 anos, está fora do mapa de grandes patrocínios no esporte.

"O problema dos patrocínios no Brasil não é que eles são caros. Comparativamente, eles são relativamente baratos. O problema é que a oferta é tão ruim que o retorno acaba sendo baixo. Mesmo que se compre barato", disse o executivo.

Para ele, os detentores de direito precisam repensar a oferta para as marcas: "Eles vão ter de virar canal de produção de conteúdo para satisfazer a demanda dos patrocinadores", finalizou.


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