A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) conseguiu, em 2019, a maior receita da sua história, chegando a R$ 957 milhões de faturamento no ano. O valor representa 43% a mais do que a entidade havia faturado em 2018.

Sem detalhar ainda seus resultados, a entidade divulgou que o aumento substancial de receita se deve a três fontes de arrecadação: patrocínio, direitos de transmissão e comercial, e a verba do Fundo de Legado da Copa do Mundo de 2014.

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O incremento da receita com patrocínio foi graças ao acordo fechado com a Fiat no começo do ano, além da variação cambial. Os contratos com os patrocinadores da entidade são firmados em moeda estrangeira e utilizam a cotação do dólar no primeiro dia útil do ano para estabelecer o valor anual do acordo. Assim, somente com o aumento do dólar, a CBF faturou 17% a mais em 2019 com relação a 2018.

O incremento nos direitos de transmissão e comercial está ligado à realização da Copa América no país. Já o Fundo de Legado da Copa do Mundo teve um aporte de pelo menos US$ 25 milhões feitos pela Fifa no começo de 2019, quando houve um acordo com a entidade para disponibilizar até 2022 os US$ 100 milhões que estão previstos para serem dados à CBF para investir no futebol do país. Parte da verba direcionada pela Fifa foi para custear as transmissões de torneios de futebol feminino e de categorias de base, que têm 738 jogos organizados pela CBF.

Com o aumento de receita, o lucro da entidade também foi recorde. Sobraram R$ 190 milhões no caixa da CBF, que diz ter investido ainda R$ 535 milhões no desenvolvimento do futebol, sendo R$ 215 milhões nas seleções brasileiras e outros R$ 320 milhões em competições e desenvolvimento das federações estaduais.


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