Duas semanas depois de anunciar o recorde de faturamento em sua história e um lucro de R$ 190 milhões no ano de 2019, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu destinar 10% do excedente de caixa para ajudar os clubes de futebol que disputam as Séries C e D do Campeonato Brasileiro, todas as equipes das duas primeiras divisões do futebol feminino e as federações.

Na tarde desta segunda-feira (6), a entidade anunciou que doará R$ 19,120 milhões a 167 clubes e federações contemplados em todas essas categorias. Cada time da Série C do Brasileirão receberá R$ 200 mil, o maior auxílio direto dado pela CBF. As 27 federações estaduais, os 68 times da Série D e os 16 times do Brasileiro feminino da Série A1 receberão, cada um, R$ 120 mil de auxílio. Cada um dos 36 times que disputam o Brasileiro Feminino da Série A2 receberá R$ 50 mil de benefício.

Foto: Divulgação / CBF

O repasse dessa verba é o maior investimento já feito pela CBF diretamente em seus filiados. Desde o início do mês, a entidade vem anunciando algumas medidas para auxiliar a cadeia produtiva do futebol. No dia 1°, foi anunciado que os árbitros receberiam uma ajuda financeira, de valor não revelado, além de apoio psicológico. A entidade também definiu, na sexta-feira (3), que os clubes estarão isentos de pagar taxas relativas ao registro de contratos e à transferência de jogadores.

"Vivemos um momento inédito, de crise mundial, cuja extensão e consequências ainda não podem ser calculadas. É necessário, portanto, agir com critério e responsabilidade. O nosso objetivo, com essas novas medidas, é fornecer um auxílio direto imediato. Mas, além disso, temos que seguir trabalhando para assegurar a retomada do futebol brasileiro no menor prazo possível, quando as atividades puderem ser normalizadas", disse, em nota, o presidente da CBF, Rogério Caboclo.

Antes de ter feito essa doação, a entidade já havia anunciado um pacote de auxílio financeiro a clubes da Série B, que receberam R$ 600 mil cada um. Esse valor, porém, foi um adiantamento feito pela entidade do valor que ela terá a receber da venda dos direitos de transmissão do campeonato. Sendo assim, quando a CBF receber da TV pelo torneio, R$ 12 milhões ficarão retidos nos cofres da entidade.

"Vamos manter os investimentos para permitir a realização das competições previstas para 2020. O nosso maior compromisso para preservar clubes e empregos é fazer a indústria do futebol voltar a funcionar quando a retomada for possível", completou Rogério Caboclo.

Ainda não há previsão para a volta das atividades nem qual será o calendário a ser seguido no momento em que o futebol retornar ao cotidiano normal.


Notícia CBF Rogério Caboclo finanças dinheiro doação clubes federações futebol feminino Série C Série D estratégia mercado pandemia