A dor da tragédia da queda do avião que levava o time da Chapecoense para a disputa da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional-COL ainda era latente quando mais de 45 mil pessoas foram para o estádio Atanasio Girardot, em Medellín, onde aconteceria a partida na quarta-feira, dia 30 de novembro.

O que se seguiu, a partir dali, foi uma das mais belas manifestações de solidariedade e união de diferentes povos por meio do esporte. Os torcedores do Atlético Nacional lotaram o estádio e os arredores e, durante 90 minutos, cantaram e torceram em homeagem à equipe brasileira. 

Leia Mais: Rio e Atlético Nacional se destacam nos Melhores do Ano de 2016

Faixas pela arena remetiam aos brasileiros e à união entre os dois países. Diversas autoridades discursaram no local, como o presidente do Atlético Nacional e o presidente da Conmebol. Sob lágrimas, o ministro das relações exteriores José Serra agradeceu os presentes e o povo colombiano por todo o apoio e carinho recebido.

A partir desse dia, o Atlético passou a ganhar a simpatia e reconhecimento do mundo todo. O gesto fraterno de amparo à Chapecoense, que entre outras coisas foi proclamada pelo próprio clube colombiano campeã do torneio, tocou o coração das pessoas.

O time de Medellín, que nos anos 80 ficou marcado por ser o clube do traficante Pablo Escobar, passou a ser visto com carinho por todo o planeta, coroando, mesmo sem querer, uma renovação de imagem que já vinha sendo feita com muito trabalho na gestão fora de campo.


Notícia Chapecoense Máquina do Esporte Melhores do Ano Marketing Gestão Patrocínio Mídia Bradesco Nissan Skol Globo Esporte Interativo