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Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco perdem menos com estádio fechado

por Augusto Dalla Vecchia e Duda Lopes - São Paulo (SP)
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Botafogo em partida no Nilton Santos fechado (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

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Desejo da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), o retorno limitado de público deve comprometer ainda mais as finanças dos times carioca, especialmente Botafogo e Fluminense. As duas equipes amargaram forte prejuízo em 2020, mesmo com a presença dos torcedores. Os números só foram amenizados quando eles puderam contar com as arenas cheias.

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Pelos dados informados nos borderôs dos jogos, que não consideram os ganhos das equipes com sócio-torcedor, o Fluminense ficou com prejuízo de R$ 1,7 milhão em 2019, a considerar apenas o Campeonato Brasileiro. O rival Botafogo não ficou muito na frente, com déficit de R$ 1,4 milhão nas contas das partidas.

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Atualmente, sem público, o prejuízo também é grande. Na partida contra o Corinthians, neste ano, o Fluminense jogou no Maracanã, sem público, e teve que arcar com R$ 181 mil. O número assusta, mas em oito rodadas de 2019 o time teve que arcar com um valor superior a esse. No pior dos cenários, arcou com R$ 375 mil, em partida com 11 mil pessoas no Maracanã, contra o Santos.

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Os gastos altos estão atrelados ao aluguel do Maracanã, de R$ 90 mil, e, principalmente, às despesas operacionais do estádio, de R$ 252 mil, que dificilmente serão amenizadas no período de retorno do futebol com a capacidade reduzida dos estádios em 30%. Neste ano, contra o Corinthians, o aluguel ficou em R$ 30 mil e as despesas em R$ 52 mil.

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A situação do Fluminense só é suavizada em jogos grandes. O time, por exemplo, faturou R$ 800 mil em 2019 ao mandar a partida, também contra o Corinthians, em Brasília. Lucro apareceu com partidas em que a capacidade excedeu os 30%. Foi o caso do jogo contra o CSA, com 25 mil pessoas no Maracanã, em que o time embolsou R$ 52 mil.

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Defensora do público nos estádios, a Ferj não teve prejuízo em nenhuma oportunidade porque tem direito a porcentagem na renda bruta, e não líquida. Durante o Brasileirão de 2019, a entidade faturou quase R$ 4 milhões com a fatia sobre os clubes cariocas.

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A entidade passará a receber necessariamente mais. Mas, para os clubes, é melhor portão fechado do que poucos torcedores espalhados nas arenas.

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