O balanço financeiro do Barcelona referente à temporada de 2013/2014, publicado na última terça-feira, deixa mais uma vez a impressão de que as receitas do clube espanhol bateram no teto. Desconsideradas as transferências de atletas, todas as principais fontes de dinheiro – direitos de transmissão, marketing, estádio e sócios – permaneceram estagnadas.

Foram os € 53 milhões obtidos com jogadores, bem acima dos € 10 milhões da temporada de 2012/2013, que fizeram o Barça chegar a € 530 milhões no faturamento. Sem eles, houve recuo de € 3 milhões em todas as outras receitas de um ano para o outro. De 2011/2012 para 2012/2013, a variação da receita sem atletas já havia sido nula.

Por um lado, o clube espanhol teve menos sucesso dentro de campo nas últimas duas temporadas – o que justifica e até ameniza o fato de o faturamento ter andado de lado. Neste ano, caiu antes das semifinais na Liga dos Campeões, um fato raro na história recente do time.

Por outro, os esforços do clube catalão para faturar mais são hoje maiores do que no passado. A camisa, por exemplo, não carregava nenhuma marca de patrocinador até poucos anos atrás. Primeiro entrou a Qatar Airways no peito. Depois, em meio à Copa, entrou a Beko nas mangas. No próprio balanço de 2013/2014 o time comemora ter parceiros comerciais no mundo inteiro. Apesar de tudo isso, a receita com marketing caiu 2% na última temporada.


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