O Azeite Royal, que nos últimos dois anos se colocou como "salvador" dos clubes cariocas, usou a pandemia do coronavírus para encerrar precocemente o contrato de patrocínio que tinha com Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, além do Estádio do Maracanã.

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A empresa notificou os quatro clubes e o estádio de que não manterá o acordo. A justificativa dada pela empresa é de que "a prioridade é outra".

Foto: Reprodução / Twitter (@Botafogo)

"Tomamos a decisão de rescindir com todos os clubes e com o Maracanã até por tudo que estamos passando. Fizemos uma reunião de conselho e com o marketing. Os campeonatos estão parados e não temos por que manter esse investimento. Vamos focar nesta crise mundial com os supermercados, que são os que precisam desse tipo de ação. No momento, a prioridade é outra. A crise é para todos. Depois, nós sentamos e conversamos para um novo contrato", afirmou Eduardo Giraldes, dono da empresa, em entrevista ao Globoesporte.com.

O patrocínio da Azeite Royal ao futebol já tinha sofrido um abalo no mês de janeiro, quando foi revelado que Giraldes está envolvido em um processo na Justiça, acusado de fazer parte de uma quadrilha de clonagem de cartões de crédito.

Em 2018, a Azeite Royal apareceu no mercado patrocinando o Vasco. Posteriormente, a empresa passou a investir nos demais clubes e, desde o ano passado, também no Maracanã. No Botafogo, ela ocupava o espaço máster da camisa. No Flamengo, estava no calção. No Fluminense, ficava na barra traseira da camisa, enquanto no Vasco ocupava a parte superior das costas da camisa.

"Não existe marketing no mundo melhor que o futebol, mas a situação vai além. Temos que entender o momento que o mundo está passando", completou Giraldes ao Globoesporte.com.


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