Sede da Copa do Mundo de 2014 no Paraná, a Arena da Baixada, casa do Atlético Paranaense, está prestes a ser rebatizada. O clube estuda três propostas de naming right para o estádio e espera anunciar o nome da vencedora ainda neste ano. Os nomes das concorrentes são mantidos em sigilo, assim como os valores que devem envolver o contrato. Pelo acordo com a Kyocera, encerrado em abril de 2008, o rubro-negro recebeu R$ 5 milhões por três anos para ceder, além da arena, o peito de sua camisa. O futuro parceiro, no entanto, terá em mãos um projeto diferente da ex-patrocinadora do Atlético. ?A Kyocera não usufruiu todos os benefícios da arena. Estamos tentando mostrar para as empresas todas as plataformas que podem ser exploradas ali. A principal mudança que estamos propondo é uma integração maior entre a empresa e o Atlético, coisa que não acontecia antes?, afirma Henrique Gaede, diretor de marketing do Atlético Paranaense. A Philco, atual detentora da cota máster do clube, não está descartada para o projeto do estádio, mas é vista como uma possibilidade distante. Em contrapartida, a manutenção da empresa na camisa atleticana já está sendo negociada. ?Estamos satisfeitos com o casamento das duas marcas, não apenas pelo aspecto financeiro. Até a composição da camisa ficou boa. Agora precisamos adequar as necessidades do nosso contrato com a Umbro para fecharmos. A Philco tem a prioridade para renovação e vamos respeitar isso. Se não houver acordo, aí vamos para o mercado?, completa Gaede. Segundo o executivo, a negociação pode ser fechada ainda no mês de setembro: ?Queremos antecipar a temporada de 2010 e anunciar esses acordos em breve?, diz o diretor de marketing. Com os novos acordos, o clube espera que o próximo ano seja mais equilibrado financeiramente. Em entrevista à rádio ?Band News?, o presidente Marcos Malucelli disse que o Atlético irá encerrar 2009 com um déficit de R$ 16 milhões e não terá receita suficiente para cobrir as despesas previstas para a temporada. A previsão, de acordo com o mandatário, é faturar R$ 13 milhões com cotas de televisão, R$ 12 milhões com plano de sócios, e R$ 7 milhões em patrocínios e marketing. Uma boa campanha na Copa Nissan Sul-Americana pode melhorar esse cenário. ?A participação na Sul-Americana ajuda muito, o próprio patrocinador prevê pagar bônus de acordo com a nossa evolução no torneio. Mas é difícil saber quanto vamos ganhar, depende da quantidade de jogos, é complicado. É importante ressaltar que não há dívida, só questões de fluxo de caixa a serem resolvidas, faz parte da mudança de gestão. Não temos desespero?, conclui Henrique Gaede.


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