Lançada com exclusividade pela ESPN nos Estados Unidos, "The Last Dance" foi programada para ser uma nova versão de "Made in America", a série de estrondoso sucesso lançada pela emissora há três anos, durante as finais da NBA, em que é retratada a história de OJ Simpson, ex-jogador de futebol americano condenado por assassinar a esposa.

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Quando negociou, em 2016, os direitos de produção e distribuição da série sobre Michael Jordan e o Chicago Bulls dos anos 90, a ESPN ainda não tinha planos de criar uma plataforma própria de streaming. Isso abriu brecha para que a Netflix virasse a parceira de distribuição global de "The Last Dance". E, ao que tudo indica, também pela última vez.

Foto: Reprodução / The Last Dance (ESPN/Netflix)

"Não tenho certeza de que pretendemos fazer isso novamente em breve, porque ambos temos nossos próprios negócios. Teria que ser outro projeto bastante especial para obtermos permissões especiais diferentes para fazê-lo novamente. Mas do ponto de vista do fluxo de trabalho e maximizando o poder de todas essas marcas, acho que foi ótimo", disse Libby Geist, vice-presidente e produtora executiva da ESPN Films, dentro do Leaders in Sport's On-line Forum.

Segundo Geist, uma das coisas que incomoda a ESPN é não saber os números de audiência de "The Last Dance" ao redor do mundo. "Eles (Netflix) não compartilham conosco", disse a executiva, apesar de confirmar que a relação entre as duas empresas "é muito boa".

Vale lembrar que, em fevereiro de 2018, a ESPN lançou o streaming ESPN+, que atualmente tem 7 milhões de assinantes. A estreia oficial foi em 12 de abril daquele ano nos Estados Unidos. Com um streaming próprio, a tendência é que a emissora não utilize mais um outro serviço para divulgar seus trabalhos.


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