A Copa do Mundo começa a dar resultados práticos nas finanças da Adidas, patrocinadora e fornecedora de materiais esportivos da competição. No primeiro trimestre de 2014, de janeiro a março, a empresa alemã teria um desempenho financeiro muito pior se não fosse um crescimento significativo da categoria futebol. A receita bruta do grupo caiu 6%, de 3,7 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2013 para 3,5 bilhões de euros no mesmo período de 2014.

A companhia alemã coloca duas medidas para comparar as receitas. Uma delas, com a conversão das moedas de todos os países em que atua para euros, na qual houve este recuo de 6%. A outra, sem converter moedas. Neste caso, o faturamento bruto do primeiro trimestre de 2014 empatou com o de 2013. A variação foi de 0%.

A Adidas não inseriu, no balanço divulgado ao mercado nesta terça-feira (6), quanto o futebol cresceu depois de convertidas todas as moedas para euro. Mas Herbert Hainer, CEO do grupo, escreveu em na carta dele aos investidores que o futebol cresceu 27% no período quando desconsideradas as conversões. Mais: América Latina, América do Norte, Rússia e Europa Ocidental tiveram crescimentos de dois dígitos, disse o chefe sem especificá-los, com futebol.

Esses são os dados que ele usou para justificar que a Adidas manteve a liderança deste esporte e para animar investidores em relação ao segundo trimestre. "Preparem-se em maio para o começo do maior ataque da história em chuteiras para futebol", escreveu Hainer. Em outros trechos da carta, ele citou várias vezes que 2014 é o ano do futebol.

Estados Unidos em baixa
A região que mais atrapalhou as finanças da Adidas no primeiro trimestre foi a América do Norte, onde houve queda de 24% na receita, para 680 milhões de euros. Este é o segundo maior mercado para o grupo, atrás apenas da Europa Ocidental, onde teve zero de variação e faturou pouco mais de 1 bilhão de euros.

Mercados asiáticos, com exceção da China, estão em terceiro no ranking de regiões, com 482 milhões de euros faturados e queda de 10%. Os países emergentes da Europa vêm em quarto, com 477 milhões de euros e 10% de crescimento. A China está em quinto, com 419 milhões de euros e aumento de 2%. A América Latina é o sexto e menor mercado da Adidas, com 377 milhões de euros e recuo de 3% no primeiro trimestre de 2014.

 


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