Algumas das principais ligas de futebol do mundo começam a retornar as atividades e, dentro de algumas semanas, será a vez do Brasil ponderar o momento mais adequado para decidir a volta da bola rolando. E, apesar do clima pesado por conta do coronavírus, o mercado esportivo tem motivos para ficar otimista com o que deve acontecer dentro de campo, mesmo com arquibancadas vazias.

Haverá uma série de problemas com o retorno, desde as novas regras para a saúde de todos até o calendário que deverá ser ainda mais conturbado. Ainda assim, há tantos indícios de uma perspectiva grande sobre o retorno do futebol que não há nenhum exagero em projetar uma temporada especial no Brasil. Além de peculiar pelo contexto, também atrativa para o grande público, com audiência alta nas televisões.

O último indicativo disso aconteceu do outro lado do mundo, na Coreia do Sul. O retorno do campeonato local, a K-League, teve audiência mais alta que a média e, pelo Twitter e o YouTube, atraiu torcedores que certamente nunca tinham pensado em acompanhar a liga. O Brasil, por exemplo, foi o segundo país a dar mais visualização ao torneio tão pouco conhecido.

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Há outros sinais, como as audiências consideráveis de reprises, mesmo que muitas delas não tenham tanto apelo. A fórmula, que deve se esgotar em breve, mostrou um interesse alto em um primeiro momento, mas anseios por conteúdo novo em um segundo. Fora do futebol, o fenômeno em que se transformou o Big Brother Brasil foi uma amostra do desejo pela competição, pela imprevisibilidade da disputa ao vivo.

Mais do que o desejo por novos conteúdos, há o peso do isolamento social. O futebol, naturalmente, servirá de escape para uma realidade dura. E, sem dúvida, será um propulsor para antigas socializações, seja no grito pela janela ou na piada enviada pelo WhatsApp. Não precisa de muito para imaginar o quanto o futebol irá potencializar o desejo de entrar em contato com os mais próximos. A modalidade poderá servir de plataforma para isso, como sempre aconteceu no esporte mais popular do país.

Uma audiência alta deve ter efeito cascata dentro do mercado esportivo. As marcas envolvidas terão mais exposição em um momento de recuperação financeira após o caos gerado pelo Covid-19. E, com o mundo do entretenimento limitado, o futebol será beneficiado pela oferta mais limitada às empresas.

De modo geral, toda a economia sofrerá para voltar aos eixos. Mas, para quem trabalha no esporte, há razão para otimismo: a tendência é de evolução rápida deste segmento até o fim do ano.


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