Já há algum tempo, quando falamos em eventos esportivos organizados no Brasil, sempre citamos o NBB. Não que o principal torneio de basquete do país não continue merecendo elogios, mas ele não está mais tão sozinho no topo da lista de exemplos a serem seguidos no esporte nacional. Só ganhou de vez a companhia do Rio Open.

Nesta quarta-feira (19), Gustavo Kuerten, ex-número 1 do mundo e melhor tenista da história do Brasil, concedeu entrevista coletiva na sala de imprensa do torneio carioca. Durante quase uma hora, Guga elogiou o Rio Open, falou do crescimento do torneio e como ele vem se consolidando a cada ano. Lá pelas tantas afirmou que a presença de brasileiros "vivos" todos os dias da semana é muito importante para o sucesso de público que vem sendo visto desde o início do qualifying, no último sábado (15).

Claro que brasileiros em quadra ajudam. Claro que a presença do número 4 do ranking mundial, o austríaco Dominic Thiem, ajuda. Mas Thiem não é Federer, Nadal ou Djokovic. Nas simples, o brasileiro mais bem ranqueado no torneio é Thiago Monteiro, número 88 do mundo. E nas duplas, em que temos Marcelo Melo e Bruno Soares, sempre brigando pelo topo do ranking, a atenção dada não é a mesma em nenhum lugar do mundo.

Só que o Rio Open já é uma realidade mais do que concreta neste sétimo ano de existência por outros motivos que vão além do tênis. O primeiro deles é uma data certa no calendário. Todo mundo já sabe que o torneio será na metade de fevereiro. E isso ajuda os fãs de tênis, a própria cidade e até patrocinadores a se prepararem para o evento. Em 2020, são mais de 40 patrocinadores, e o público deve ultrapassar 50 mil pessoas.

Em segundo lugar, há todo o entorno das quadras. Ir ao Rio Open se tornou "cool". O evento é democrático, recebe bem crianças, adultos e idosos, homens e mulheres, e tem ativações para todos os gostos, além de alta gastronomia. No ano passado, choveu bastante na semana do torneio, mas era raro ver alguém reclamando. O motivo? Havia o que fazer fora da quadra e, melhor ainda, em uma ampla área coberta.

Hoje, o Rio Open faz parte do calendário da cidade. É o principal evento esportivo do ano na capital fluminense. E, mesmo em um ano em que terá suas semifinais em pleno sábado de Carnaval, no mesmo dia da final da Taça Guanabara, com o Flamengo em campo, e a grande final em pleno domingo de Carnaval, com desfile do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí, o Rio Open é destaque pelas ruas.

Não é uma coisa que se conquiste de uma hora para outra. É, sim, sinal de um trabalho bem-feito.


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