Fred sabe fazer dinheiro com a sua rede social. Não deveria ser surpresa e, no caso do atacante, nem é a primeira vez. Mas contratos mais significativos ainda são raros no universo on-line do esporte: o segmento fica um pouco às margens do mundo publicitário que ronda esse meio.

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Após quase três décadas de popularização dos meios digitais, impulsionados pelas redes sociais na metade dos anos 2000, o meio de monetizar influência ainda não é uma prática simples. A verdade é que todos viraram uma mídia potencial, mas nem todos conhecem o potencial de uma mídia. As possibilidades de investimento se espalharam e se promover virou desafio para poucos.

Fred se destaca por ter uma boa gestão de seu conteúdo. É o "Rei dos Stories" e soma 2,7 milhões de seguidores no Instagram. Teve uma ótima ideia de ativação com a chegada ao Fluminense. E já fez usos mais tradicionais em seus espaços, como uma ação para as Lojas Americanas no ano passado.

Mas nem sempre é assim.

Existe uma dificuldade que passa pela transformação de uma rede social em plataforma comercial, algo recorrente na velha mídia, mas longe da realidade das páginas pessoais. Isso ocorre com atletas e clubes, que mantêm milhões de fãs em suas iniciativas.

Além disso, o público do esporte, especificamente do tão popular futebol, é bastante diversificado. E, na regra publicitária, atingir o público errado é perder dinheiro. Pelas marcas, muitas vezes vale mais um influenciador com seguidores mais segmentados, mesmo em menor quantidade. E, por fim, há um desajuste entre os valores almejados e os valores oferecidos, algo que também é recorrente nos patrocínios mais convencionais às equipes brasileiras.

A efetividade de um influenciador, segundo pesquisas, é alta. Em 2018, a Qualibest levantou que mais da metade das pessoas que seguem algum nome do tipo consideram suas opiniões na hora de decidir uma compra. A influência, de fato, acontece no caso de um engajamento satisfatório, o que exige uma maior atenção. Foi o que Fred criou com a ação social usando a bicicleta.

Hoje, clubes e atletas, em sua maioria, fazem uso das redes para potencializar a entrega aos patrocinadores, o que é uma solução razoável. Mas, se são mídia, precisarão ir além para alcançar novos patamares comerciais.


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