Se tem uma coisa que podemos tirar de lição da pandemia é de que não existe como sermos alheios à mudança. A vida significa estar em constante transformação, e isso, naturalmente, nos incomoda muito.

Nas próximas semanas será a hora de testar essa capacidade de se transformar do esporte. Esqueça o que foi vivenciado dentro das competições que foram finalizadas no futebol europeu. A maioria dos torneios já tinha o campeão praticamente definido. Agora, a Champions League entra na fase mata-mata, a NBA começa a ir para os playoffs, o Brasileirão começa a ser jogado, o circuito mundial de tênis volta à carga, ainda com disputa de dois Grand Slam.

E o atleta terá de conviver, em todos esses aspectos, com uma nova necessidade de aprendizado. Será preciso se motivar para a competição sem ter a pressão do torcedor, a favor ou contra.

De casa, a perda da atmosfera de um estádio lotado causa enorme diferença na hora de acompanhar a um jogo. A modorrenta primeira final do Campeonato Paulista é prova disso.

"Você não sabe o que é um Palmeiras e Corinthians", eternizou Lima Duarte como técnico alviverde no filme "O casamento de Romeu e Julieta".

A julgar pelo que não foi a primeira decisão paulista, nem mesmo os atletas dos dois times souberam o que foi disputar uma final sem torcida no campo.

O problema é que, ao que tudo indica, será preciso que o jogador passe a se acostumar com isso. Da mesma forma, os organizadores do evento precisam perceber que é hora de dar uma nova experiência ao torcedor em sua casa. Se ainda acharmos que é possível competir como fazíamos antes, vamos errar.

Nesse sentido, a NBA indica o caminho. A mudança do ângulo das câmeras nas transmissões, a utilização de grandes telões para colocar a cara do torcedor próxima ao atleta e o uso constante de som no ambiente dos ginásios têm levado para o fã uma nova experiência. Não por acaso, a liga americana de basquete usou o slogan "A Whole New Game" (um jogo totalmente novo).

A vida é mudança constante. A gente sempre precisa se adaptar a essas mudanças e reaprender. Esse é o melhor jeito para seguirmos em frente.

Será que o esporte está preparado para se reinventar?


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