Um dos maiores legados que a pandemia deve deixar à sociedade, para além da questão básica da higiene, é o debate moral. A diferença gritante de qualidade de vida entre as pessoas, o absurdo que existe na distribuição de receita entre nós, os intolerantes preconceitos, a desigualdade de gênero...

Tudo foi colocado em debate nesse instante.

Entre as grandes empresas globais, pouquíssimas abraçavam o marketing de causa antes da pandemia. Acredito que são pouquíssimas as que não entenderam ainda a importância desse movimento. Sempre mais atrasado do que a média para as mudanças, o esporte precisa entender que a sua hora chegou.

A entrevista que Damiris Dantas deu à Mariana Stocco é um exemplo claro de como precisamos abrir os olhos para o tema. Da mesma forma, Daniela Cachich, em Os Maquinistas, deu uma aula de como o marketing de causa é hoje um bom aliado para a Pepsico.

Não por acaso, tanto a jogadora de basquete quanto a executiva de marketing usam o universo da NBA para mostrar que existe um novo mundo a ser explorado de forma consistente.

A liga de basquete é hoje a maior vanguarda no tema marketing de causa no esporte. E deveria ser seguida por todas as outras entidades esportivas que se preocupam em continuar próximas do público, especialmente do jovem.

É cada vez menor a necessidade de nos fecharmos dentro de casa para evitarmos a doença, mas é fundamental que, ao abrirmos a porta para ir ao "mundo", tenhamos em mente que precisamos olhar melhor para os outros.

Não tem como ignorar que há uma enorme desigualdade em todo o mundo. Seja de distribuição da riqueza, seja de tratamento às pessoas, seja de dar as mesmas condições de jogo para que todos possam competir em igualdade.

Talvez não haja plataforma mais expressiva do que a do esporte para fazer esse movimento ganhar cada vez mais vulto, até entendermos que a humanidade é feita de uma diversidade que atinge seu melhor quando está unida.

O esporte pode simbolizar exatamente esse convívio harmonioso entre as diferentes partes de uma sociedade. Mas, para isso, ele precisa entender que é preciso abraçar uma causa. Todas elas, se for possível.

O melhor que pode existir em cada um de nós é a diversidade. Qualquer time campeão mostra isso.


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