A tragédia do voo da Chapecoense trouxe para o centro do noticiário a história heroica desse pequeno clube que se mantinha na elite do Brasileirão, apesar de orçamento modesto.

A equipe conquistou fãs por todo o planeta. O Atlético Nacional abriu mão do título da Copa Sul-Americana em favor dos rivais que não chegaram a enfrentar. O Barcelona fez convite para o Troféu Joan Gamper.

Com seu primeiro título internacional, a Chapecoense garantiu presença na Libertadores e na Recopa deste ano. Em ambas as competições, deve faturar uma premiação considerável para os padrões do time.

Não bastasse isso, a Chape obteve valorização em seu patrocínio de camisa (R$ 4,5 milhões) e nos direitos de TV do Brasileirão (R$ 32 milhões).

A Netshoes decidiu montar uma loja oficial para o time, que no ano passado obrigou a Umbro a montar uma operação especial para dar conta da demanda por camisas da Chapecoense.

Turbinado pelo interesse mundial, as plataformas digitais da Chape tiveram um aumento retumbante em seguidores. Segundo o site alemão Result Sports, o time foi o 12º clube no mundo com maior crescimento em 2016, sendo o primeiro não-europeu da relação.

Ajudada pela associação solidária, a equipe inicia o Brasileirão 2017 com mais de 24 mil sócios-torcedores. Está atrás apenas de Grêmio e Inter na região Sul e congrega metade dos catarinenses que participam do Movimento por um Futebol Melhor.

Para os próximos anos, a Chapecoense tentará manter ao menos parte desse público que passou a acompanhá-la. E terá que fazer com que o clube se mantenha sustentável mesmo quando houver uma natural queda de arrecadação. Não são poucos os desafios. 


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