O Barcelona apresentou nesta terça-feira os resultados financeiros da temporada 2013/2014, e, apesar do lucro de € 41 milhões e da receita de € 530 milhões, 8% acima do que havia faturado em 2012/2013, os números mostram um cenário pouco motivador para os dirigentes catalães.

O que fez o faturamento do clube espanhol crescer foram vendas de jogadores. Os € 53 milhões obtidos com atletas foram 430% maiores do que na temporada anterior, quando só € 10 milhões vieram desta fonte de receita.

Todas as outras entradas de dinheiro permaneceram estagnadas. Sócios renderam € 19 milhões, 5% a menos do que em 2012/2013; o estádio Camp Nou gerou € 128 milhões, 2% acima; direitos de transmissão continuaram em € 161 milhões; e receitas com marketing ficaram em € 169 milhões, 2% abaixo da temporada anterior. Ou seja: fora transferências de atletas, o Barcelona faturou € 3 milhões a menos do que no ano anterior.

O problema é que, de uma temporada para outra, as despesas não estagnaram junto com as receitas. Os salários pagos aos atletas aumentaram 4%, para € 254 milhões, e as despesas com a gestão subiram 16%, para € 86 milhões. Ao todo, o custo que o Barcelona tem para se sustentar no ano aumentou de € 443 milhões em 2012/2013 para € 472 milhões em 2013/2014.

Contar com transferências de jogadores para manter lucros e receitas em alta é temerário, sobretudo para um time que não tem como característica ser exportador de atletas, como acontece com brasileiros. Nem todo ano o Barcelona terá atletas de ponta que não estejam sendo usados para se desfazer e ganhar dinheiro sem desfalcar a equipe. 


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