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5 Perguntas: Reginaldo Diniz, gestor do Sócio Vozão, do Ceará

por Erich Beting - São Paulo (SP)
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Pouco depois de o futebol brasileiro parar por conta da pandemia do coronavírus, o Ceará lançou uma campanha para o Sócio Vozão, seu programa de sócio-torcedor, marcando um jogo virtual do clube contra o Covid-19. O torcedor tem até o dia 5 de abril para fazer o check-in para "participar" da partida.

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O game virtual foi a alternativa criada pela End to End, empresa que faz a gestão do programa de sócios do clube, para manter o relacionamento com o associado e tentar encontrar caminhos para conseguir mais adesões ao programa.

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Foto: Divulgação / Ceará

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Na estreia da seção "5 Perguntas", Reginaldo Diniz, fundador da End to End, contou à Máquina do Esporte como surgiu o projeto de "gamification" para o Ceará e mostrou como a tecnologia pode ajudar o esporte no cenário de crise por conta da paralisação das atividades.

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Máquina do Esporte: Por que a ideia de criar a ação do jogo virtual do Ceará e o que ela impacta na gestão do Sócio Vozão?
Reginaldo Diniz: Queremos engajar de uma forma mensurável neste momento sem jogos. Com o uso da plataforma oficial, o sócio faz o check-in e mostra que, de fato, estará em casa no momento do "jogo". Assim medimos a adesão à campanha simultaneamente à implementação do gamification, que é novidade no Sócio Vozão, e cumprimos nossa função social. Além disso, ativamos a nova campanha "Sócio Vozão +30", que oferece um mês a mais nos planos sem custos. 

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ME: De que forma a iniciativa auxilia na manutenção dos associados e na adesão de novos sócios-torcedores?
RD: O momento é de pensar de fora para dentro. Nós precisamos manter uma comunicação constante e interativa com todos os torcedores do Ceará, algo que o clube tem feito muito bem através das redes sociais. Isso se reflete no "boca a boca", ou melhor, no "like a like". Com o Clássico da Prevenção, a campanha +30 e outras ações, o membro do Sócio Vozão se sente valorizado, se engaja e ajuda o clube a ter mais adesão ao programa. 

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ME: Qual o cenário que vocês trabalham para manter o torcedor ativo nos próximos meses?
RD: O Ceará atendeu a um pedido nosso de evitar a receita mensal recorrente (pagamento mês a mês) no relançamento do programa. Portanto, 100% dos planos são anuais, parcelados no cartão de crédito, o que faz com que o clube não tenha perda de receita no Sócio Vozão durante a pandemia. As ações seguem com a implantação de novos benefícios, promoções, descontos e o engajamento pelo gamification. Caso a volta às competições demore mais do que a nossa previsão, já temos outras iniciativas preparadas. 

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ME: De que forma o meio digital pode ser a saída para o clube manter o vínculo com o torcedor?
RD: Nesse momento, pelo distanciamento social, é a única saída. E o conceito de gamification, que nós e o Ceará fizemos com o jogo virtual, é algo que está se mostrando uma boa alternativa para a falta de partidas. Além disso, o clube também tem feito um grande trabalho pelas redes sociais, com campanhas de prevenção e posts "off-bola". Isso é exatamente o que acreditamos na End to End: o tripé "pessoas, processos e tecnologia" para profissionalizar os programas de sócio-torcedor.  

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ME: Em um cenário de crise aguda, como devemos sofrer, qual visão você deixa para quem trabalha com esporte?
RD: Devemos lembrar de quem sempre está ao nosso lado: o torcedor. É tudo feito para ele, é nosso maior patrimônio - e isso não pode ser só da boca para fora. Acreditamos nisso, e é o que tem norteado nosso trabalho, principalmente durante a pandemia. Quando realmente agimos com essa diretriz, dá resultado. Na nossa parceria com o Ceará, os números de receita, engajamento e outros KPIs mostram que estamos no caminho certo. O esporte tem um papel social fundamental em um país tão desigual como o Brasil e, em tempos de redes sociais, ganhamos um problema: a desinformação. Então é nosso papel, como players do esporte (seja atleta, médico, comissão técnica ou jornalista), cuidarmos do nosso público como pudermos e com todas as ferramentas disponíveis, dialogando com todas as camadas e em todos os pontos ou canais de contato. Não podemos pensar só nas perdas de contratos ou receitas (que são problemas inevitáveis agora) porque daqui a pouco as coisas voltam ao normal. Mas para que isso aconteça o mais rápido possível, precisamos tratar com muito carinho quem nos contrata, o torcedor que é apaixonado pelo clube que nos permite atuar em conjunto e todos aqueles que como nós, consomem e trabalham com e para o futebol.

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